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01/07/2009

Entreter as palavras




O canto por mim cantado
Foi a angústia do barqueiro
O sonho de um navegante
A música do velho gaiteiro.

O querer do meu desejo
Criou a duração do tempo
A variação das cores
O longo soprar de um vento.

Libertou a pena do escritor
Que alguém prendeu num tinteiro
Serenou, e venceu o furor
Nessa linda manhã de nevoeiro.

Ao amanhecer, ao romper do sol
Explorei o despontar dessa tua vida.
Destitui toda a forma desse teu corpo
E procurei a doce calma da mão amiga.

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