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26/08/2009

(Re)encontro


Numa tarde sem fim

revejo a nossa estada,

enquanto que o plano desta assimetria

me recorda quem não está.



Sentir longe alguém,

é como querer segurar

entre dedos

grãos de areia pequeninos

que se escoam entre eles.



Esta incapacidade

maleficio de mim,

torna-me um afastado

de tudo e de alguém.



Não te revejo,

nessa minha viagem

onde o passado

se torna refúgio para ti.

Não te sinto por perto.

Quero, mas não estás!


09/08/2009

O som de nós



Alinhar ao centro
O som da cigarra
tem o sabor da nossa vontade

e o cheiro do nosso desejo.

O som dela,
sabe-me a ti
,
ao prazer de te ter.
Quando aquilo que vejo
são convergências
de nós!

(Sub)escrito


Houvesse um fundo
de coisas

que distribuissem
perfis, reencontros
e lembranças

encontraria no fundo delas
um momento gravado.

O nosso, só nosso
do perfil de cada vontade
ainda que as suas razões
não fossem falíveis.
As nossas plavras
seriam um (sub)escrito
do sabor perpétuo
em soma de razões.