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30/09/2009

Beija-flor 1


Abri a minha consciência

retomando as palavras

escritas como ensinamentos de nós.

Será que me enganei?

Estive a meditá-las

e desejei reforçar uma homenagem,

desdobrando palavras ímpares

e transformando-as em pétalas de amor.

Obrigada beija-flor!

A Incerteza


No fundo, de cada um

houve uma incerteza.

Desconcerto que procurou

a marca do sentido arrebatado.

Quando no interior de um desejo

se abria uma vontade,

surgia a dúvida

sempre incapaz de responder

ao desafio da promessa não cumprida.

06/09/2009

Desejo



A vontade quando não chegou

deixou-nos para trás

do sentido de tudo.

As marcas de um mal

que me pareceu bem,

como se de prazer

se trata-se,
registam-se nalguma inconsciência
vaga e planeada,

e voltaram.

Sim eu senti-as!

Chegaram e arrepiaram-me

um desejo,

para a noite que há-de vir.

05/09/2009

resumos


Mostra-me caminhos,

daqueles que ninguém sonha

onde olhar para o fundo deles

é reencontrar o passado.

Mostra-me, como se comigo procurasses

encontrar um sentido, um refúgio.

Encontra aquilo que pode ser a origem

de um prenúncio de coisa em fim.

Entre a vela e o mastro

sopra um vento

arrancador de desejos

de tudo,

de nós.

Entre ela e ele,

sopra uma brisa

de pequena esperança,

como se tudo fosse apenas isso,

assim

mais nada!

Esse sentido de tudo,

encontra o meu sentido

de nada e procura

a sensação do sonho

que levemente agita um corpo

adormecido por nós.

Esta sensação,

vai de encontro

ao que descreves do passado.

Apenas o sentir para transcrever.

Será que é assim?

02/09/2009

Sofro


Que prazer?
Quem faz!!!
Sem incumbrimentos,
nem cantos rarefeitos
de caminhos estacionários.
Tu,
só dás de ti,
na vontade sublime de mim.
Quem nada possui,
que encontrará?
O mesmo vazio de sempre!
A mesma revolta,
a marca indelével
que em nada
registará o nosso curso.