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18/01/2011


Elas,
recordam-me aquilo que
foram no encontro
geométrico de nós
de vários resumos de vida
no centro do nosso mundo.
Quando desarrumamos
os turnos dos dias
sinto a fragância da tua tristeza.
O que vai no fio do tempo?
Porque sinto esse frio!
Tens sempre o fim de tudo,
de coisas sem razão.

16/01/2011

Cruzamentos


As cruzadas das nossas ideias
levantaram um símbolo
encostado ao ombro de um pobre velho.
Os olhos do teu refúgio brilham
com uma claridade lunar
numa noite de profunda escuridão.
A sobrevivência fez-se nossa
convergindo num cruzamento
de discursos sem ordem.
Quem explica isto!
Que força surgiu assim
do fundo de um retalho de nada?
Grandeza repartida,
aos poucos
pelo coração dos sobreviventes
onde a face da dureza
enrugada nos dedos
tem uma vontade sem principios.