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01/07/2009

Julguei-me um semideus


Julguei-me um semideus,
Capaz de voar nas tréguas da noite.
Senti-me forte e capaz de viver
Mas incapaz de voltar a amar,
Sentir as garras do “pássaro do amor”.

Julguei-me semideus,
Levei as pessoas a sentirem-me.
Tentei ser capaz de transformar tudo,
Transformei o rumo dos meus dias,
Quis sentir-me dentro deles, para te conseguir amar.

Mas, a força dissipou-se
A mistificação tornou-se irreal
Agora o meu coração,
Não poderá levar-te ao reino do amor,
Ao doce mistério que nos envolveu.

Parti,
Parti para a realidade
Forçado sob a sua violência,
E corri,
Corri para as suas regiões traições
Tentando explorar o seu mundo
Para o simplificar até ao seu limite.
Mas o seu limite é o infinito,
Impossível de se alcançar,
Por isso vou voltar,
Vou reencontrar a mistificação
E assim encontrar o impossível do amor.
E por fim, quero voltar a amar-te.

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