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29/06/2009

Para F...



Eu que fui o teu calor, o teu abrigo,

Talvez já não me lembres, p'ra meu desgosto,

Talvez já não recordes de sentir comigo,

Aragem nos silvados, delirios de Agosto.


O que viveste ali, só comigo!

Não me esqueço mais desses caminhos,

Que me levaram até ao teu abrigo

Quando quisemos ser grandes amigos.


Agora aqui nesta cidade sombria,

Aqui neste quarto emparedado,

Transpiro pelos poros agonia,

de a mim nunca te teres resignado.


Agora é que vejo tudo transparente,

Aqui que meu modo de vida mudei,

Para que possa viver eternamente,

Sem pensar nos dias em que te amei.

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